Atividades

Para todas as atividades, incentivamos o uso de uma estufa de plantas. A lâmpada da estufa deve ser do tipo “Grolux”.

1. Observação do papel dos insetos no desenvolvimento de Drosera burmanii
2. Comparação da morfofisiologia de diversas espécies de plantas carnívoras
3. Clonagem de Droseras sp


1. Observação do papel dos insetos no desenvolvimento de Drosera burmanii

As escolas participantes receberão 4 mudas de Drosera burmanii

As plantas devem ser colocadas na estufa e mantida sob as mesmas condições de luz, temperatura e umidade. Elas estarão plantadas em vasos com areia lavada como substrato.




- Um lote deverá receber alimento (inseto/peptona) semanalmente

- O outro lote ficará sem alimento (inseto/peptona).

Manter este procedimento por 3 semanas.

Após este procedimento todas deverão ser mantidas sem luz, durante o mesmo período de tempo (3 semanas).
Para isto colocar as coberturas feitas de garrafas pintadas de preto, estabelecendo a situação de uma micro-estufa.

Neste experimento o professor terá subsídios para discutir com os alunos se as plantas carnívoras são autótrofas e/ou heterótrofas. Para facilitar a discussão é recomendado que os alunos pesquisem na página do projeto os resultados obtidos pelas outras escolas.



2. Comparação da morfofisiologia de diversas espécies de plantas carnívoras

Serão utilizados diversas espécies de plantas carnívoras.

A - Utilizando os vasos de Drosera observar:
     
  - tipo de armadilha (forma de captura);
     
  -
características gerais do vegetal (cor, tamanho, formato da folha, etc.).
     
  -
fornecer 1 inseto (mosca, pernilongo, etc.) para 1 ou 2 folhas da planta e observar:
   
  -
tempo necessário para o inseto morrer (horas);
   
  -
tempo necessário para a folha e/ou os pelos se dobrarem por sobre o inseto (avaliar de 6 em 6 horas, se possível);
     
  -
caracterizar a planta como ativa, passiva ou semi-ativa;
     
  - caracterizar o tipo de armadilha (tipos básicos);
     
  - dias necessários para a digestão do inseto;
     
    o que restou da presa
     
B - No gênero Dionaea observar:
     
-
tipo de armadilha;
     
-
forma de captura;
     
-
características gerais do vegetal (cor, tamanho, forma das folhas, etc.);
     
-
como dispara a armadilha e quais as estruturas responsáveis;
     
-
tempo necessário para a armadilha voltar a abrir.
     
-
fornecer tipos diferentes de presas (caramujo, tatuzinho, aranha, insetos, etc.)
   
para 1 ou 2 armadilhas e observar:
     
-
dias necessários para a digestão completa da presa (quando a armadilha voltar a abrir);
     
-
o que restou do animal utilizado.
 
C - Para os demais gêneros:
   
 
Observar as características externas da planta (morfologia) e classificá-las de acordo com o tipo de armadilha (adesivas, mordedoras, etc) e quanto ao movimento de apreensão (ativa/semi-ativa/passiva).
   


3. Clonagem de Droseras sp

Neste experimento obteremos mudas de plantas carnívoras.

A espécie utilizada será a Drosera binata ou Drosera filiformes.

Para isso, corte uma parte da folhas da planta e envolva em “esfagnum”, o substrato onde a folha cortada germinará.

Pode-se observar o brotamento numa bandeja com esfagnum ou num vasinho.

O local deve ser bem iluminado, de preferência na própria estufa, e longe do chão.

Após dois ou três meses da folha estará brotando a raiz e o caule e a planta poderá ser transplantada num vaso definitivo.